Hoje estava eu com o carrinho carregado de
"tigres brancos", pensando na vida, e de repente surge um cliente meio esquisito, grande, e um tanto quanto....hummmm...gritante, me pedir uma ajuda. Aí ele começou com papo de que o livro que queria era de arquitetura, aí meio que o descreveu - sou zero à esquerda com esses livros, quando forem lá procurem QUALQUER livreiro, mesmo eu - e também uns de arte. Não sei qual palavra que produziu, mas teve uma infeliz palavra que tem um ponto articulatório tal, em alguma consoante que a compõe, e essa tal articulação fez com que uma chuva de perdigotos voassem por todo o lado esquerdo da minha face. A maioria deles ficou na lente do meu óculos, só que UMA gota infeliz acho que furou a minha lente e foi parar dentro do meu olho. Ótimo. A loja cheia, 20 de dezembro, último final de semana antes desse Natal que eu meio que nem assimilei ainda...e caem gotas de cuspe de um estranho, aos montes, na banda esquerda do meu rosto. Passei o atendimento pra Vivian, e ela passou o dela pra mim... Uma espera infinda pela confirmação de um livro com um livreiro de Ipanema. Quando finalmente acabou, não lembro nem mesmo o rosto do cliente dela que eu ajudei, saí correndo pra cozinha e lavei meu rosto com detergente mesmo. Meu óculos junto. Tomei banho na pia da cozinha, acho. E se foram embora os perdigotos alheios que me fizeram companhia por alguns minutos. "Ufa, não vomitei."
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